Como surgiu a opurtunidade de entrares nos Morangos Com Açúcar? Foi através de convite directo. Uns dois meses depois de ter acabado a Ilha dos Amores ligaram-me, disseram que tinham o meu currículo e as minhas fotos e perguntaram se estava interessada. Pedi algum tempo para pensar, entretanto tive uma reunião, fui lá, fiz o teste de imagem e comecei a gravar.
Costumavas ver os Morangos Com Açúcar? Via de vez em quando a segunda série, porque havia sempre gente que eu conhecia, amigos meus e da escola, mas não era algo que seguisse.
Quais as principais diferenças e semelhanças com a tua personagem? Talvez a segurança e o à-vontade sejam aquilo que temos em comum, assim como o facto dela ser tão extrovertida. De resto, não sou nada como ela, que é muito nariz empinado e não tem medo de dizer as coisas, eu sou mais comedida.
É muito diferente da Maria, de Ilha dos Amores? Sim, não tem nada a ver.
Qual das duas personagens tem mais semelhanças contigo? Sou um misto das duas.
Como te tornaste modelo? Quando acabei o curso na escola fui a algumas agências entregar o meu currículo e escolhi aquelas que estavam mais direccionadas para a representação de actores. Nunca fiz nenhum trabalho como modelo; não tenho altura, nem corpo para ser modelo, nem sequer pretendo sê-lo. Agenciei-me e as coisas têm corrido bem.
Que curso tiraste? Tirei o curso de Interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais. A minha intenção nem era fazer televisão, porque aquilo que nos incutiam na escola é que esta não é representação. Mas quando comecei a perceber que se calhar, não seria assim tão mau experimentar, decidi fazê-lo. Depois fiz workshops, achei que era muito interessante... era uma técnica diferente e impossível de comparar ao teatro. E é bom, estou a aprender muito.
Já fizeste teatro? Sim, participei em Confissões de Adolecentes, que foi a reposta agora com um novo elenco; ainda estamos em digressão. Agora estou a fazer outra peça, mas o teatro é fácil de conciliar com a televisão, porque os ensaios e os espectáculos são à noite. Gravo a série de segeunda a sábado, das 8 às 20 horas, mas como quem corre por gosto não cansa...
Quando é que percebeste que tinhas vocação para ser actriz? Não me lembro de em pequenina, dizer que queria ser qualquer coisa. Então, na escola, todos os trabalhos que a professora pedia, perguntávamos sempre se podíamos fazer teatro, que para nós era uma brincadeira. Depois, quando estava no 9º ano, andei a pesquisar escolas de Teatro para fazer alguma formação e encontrei a Escola de Teatro de Cascais.